A ansiedade está fortemente ligada a um desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, com predominância do tônus simpático. O nervo vago — principal nervo parassimpático — é peça-chave para devolver esse equilíbrio. É aí que entra a taVNS.
O elo entre nervo vago e ansiedade
Estudos mostram que pacientes com transtornos ansiosos tendem a apresentar menor variabilidade da frequência cardíaca (HRV), um marcador de tônus vagal. Estimular o ramo auricular do vago tem sido associado à melhora da HRV, redução do cortisol e modulação de áreas cerebrais ligadas ao medo e à regulação emocional, como amígdala e córtex pré-frontal.
O que dizem as evidências
Revisões recentes apontam efeitos promissores da taVNS na redução de sintomas ansiosos, embora os protocolos ainda variem entre os estudos. Os principais parâmetros estudados incluem frequência (geralmente 20–25 Hz), largura de pulso, intensidade ajustada ao limiar sensorial e tempo de aplicação.
taVNS é substituto de psicoterapia ou medicação?
Não. A taVNS é uma ferramenta complementar, integrada a um plano terapêutico que pode envolver psicoterapia, atividade física, intervenções farmacológicas e mudanças de estilo de vida. O diferencial está em oferecer mais uma via de regulação fisiológica, com baixo risco e boa tolerabilidade.
Aplicar com segurança exige raciocínio clínico
Saber escolher pontos, parâmetros e momento de aplicação faz toda a diferença. No curso taVNS na Prática Clínica, você aprende a tomar essas decisões com base em evidências e na realidade do seu paciente.
