A taVNS deixou de ser técnica experimental e hoje tem milhares de publicações indexadas. O volume cresce ano a ano, com revisões sistemáticas, meta-análises e ensaios clínicos randomizados em diversas áreas. Aqui está um mapa do que está consolidado e do que ainda é exploratório.
Áreas com evidência mais consistente
- Epilepsia refratária (VNS implantada com nível 1 de evidência; taVNS como alternativa não invasiva em estudo)
- Depressão resistente ao tratamento
- Cefaleia em salvas e migrânea
- Regulação autonômica e HRV
- Modulação inflamatória de baixo grau
Áreas em ascensão
- Reabilitação pós-AVC (membro superior e disfagia)
- Dor crônica musculoesquelética e fibromialgia
- Transtornos de ansiedade e estresse pós-traumático
- Distúrbios gastrointestinais funcionais
- Long COVID e disautonomias pós-virais
Áreas exploratórias
- Transtornos do neurodesenvolvimento (TEA, TDAH)
- Doenças neurodegenerativas (Parkinson, Alzheimer)
- Tinnitus
- Reabilitação cognitiva em TCE
Limites das evidências
Heterogeneidade de parâmetros, tamanhos amostrais ainda modestos em vários estudos, dificuldade de cegamento e variedade de dispositivos são limitações reais. Isso não invalida a técnica — exige leitura crítica e protocolos bem definidos na prática clínica.
Como acompanhar o que sai de novo
PubMed, Cochrane e bases como Scopus permitem alertas para o termo 'transcutaneous auricular vagus nerve stimulation'. No curso, organizamos as evidências por área clínica e atualizamos quando surgem revisões relevantes.
Evidência sem aplicação não muda nada
Ler estudos é o começo. Saber traduzir parâmetros, indicações e cuidados em decisão clínica é o que diferencia quem usa taVNS de verdade. É o foco do curso taVNS na Prática Clínica.
